Distribuidora química aposta no desenvolvimento de produção própria e ecologicamente correta
Com o objetivo de aumentar a participação dos itens de sua produção, a Carbono Química, empresa de distribuição de solventes e insumos químicos com 32 anos de mercado, investiu em pesquisas e parcerias.
Por meio da Carbono Engenharia, empresa constituída em 2007, a companhia estudou tecnologias para a fabricação de vários produtos, além da melhoria de outros já existentes. Recentemente um desses investimentos em pesquisa, que já vêm acontecendo há cerca de quatro anos, foi concretizado com o lançamento de produtos originários da oleoquímica, em que a Carbono Engenharia foi a responsável pelo aprimoramento da tecnologia de produção. Este processo resultou na formalização da parceria com a Bracol, empresa do Grupo JBS-Friboi, a maior processadora de proteína animal do mundo.
As duas empresas desenvolverão e comercializarão conjuntamente produtos químicos de alta tecnologia provenientes de fonte renovável – derivados de óleos vegetais e gorduras animais – em uma produção chamada de “oleoquímica verde”.
A nova linha de produtos tem como foco os segmentos de resinas, tintas, limpeza doméstica, lubrificantes, graxas e, em médio prazo, matérias-primas para cosméticos. O contrato respalda a meta da distribuidora de faturar R$ 185 milhões no ano e impulsionar sua estratégia focada na sustentabilidade da indústria química, além de agregar produtos ao seu portfólio de mais de 150 itens.
Além do Ácido Dimérico, primeiro produto a ser desenvolvido para a fabricação de poliamidas, como catalisadores de resinas epóxi, a linha deve ser ampliada para o atendimento dos mercados de tintas gráficas, decorativas e adesivos. Segundo a distribuidora, até o fim de 2010, outros produtos, que hoje estão em fase de pesquisa, devem chegar ao mercado.
Outra novidade da empresa é o Carbo Monomer 181, um ácido graxo com uma composição de mais três ácidos graxos: Ácido Oleico (60% a 65% da composição), Ácido Esteárico (25% a 30% da composição) e Ácido Palmídico (10% a 15% da composição). O grande diferencial desse novo produto é a quantidade de oléicos presentes, o que é muito acima do que o mercado possui, e também a cor que é muito clara, o que não é comum entre os ácidos graxos que são quase brancos. O 181 já está em linha há mais de um mês e sua capacidade de produção é de 30% do volume do Ácido Dimérico.
“Além de ratificar nosso compromisso com a sustentabilidade, estamos agregando mais produtos ao portfólio, diminuindo a dependência dos derivados de petróleo”, salienta Washington Yamaga, superintendente da Carbono Química. |